quinta-feira, junho 28, 2007

Simplex- o mais amplo conceito de um governo


Será possível modernizar a administração pública?Facilitar a vidas às pessoas?Dar às empresas a rapidez que precisam?”

Estas três questões encontram-se em http://www.ucma.gov.pt/simplex/, o sitio de internet com a missão de apresentar o Simplex aos portugueses. Não só as perguntas, mas também as respostas são facilmente lidas neste documento: “Agora sim. A administração pública ligou o simplificador.Este é o primeiro passo da modernização.Para aumentar a competitividade e o crescimento.Para dar um novo impulso a Portugal.”

Estando o país em suspenso quanto ao grau académico do nosso 1º. Ministro, não deixa de ser pertinente comparar os títulos que têm vindo a público nos orgãos de comunicação nacional com esta introdução ao sitio do Simplex. Sabendo que o ensino é um serviço público e que a Universidade Independente é detida por privados compreendemos que a vida realmente é malfadada, cheia de coincidências perfurantes para quem delas é vítima, mas ao mesmo tempo jocosas para quem a elas assiste.

É recorrente nos últimos governos assistirmos a um especial encanto pela educação, sendo valorizada na sua componente estruturante na construção do futuro do País. As maleitas do nosso sistema de ensino há muito que estão diagnosticadas, sendo simples para os cidadãos o apontar dos problemas que se respiram na escola, no ensino superior e na consequente entrada no mercado de trabalho. Simplesmente a taxa de abandono escolar é de 40%, no 2º e 3º ciclo.Simplesmente necessitamos de médicos e empurramos os estudantes para o estrangeiro.Simplesmente necessitamos de capacidades técnicas objectivas à realidade laboral e temos em aberto mais de 1000 cursos superiores.

Afinal é tudo simples.

Marco Abrantes

segunda-feira, junho 04, 2007

Era digital… não era?


Quem não conhece o famoso sketch do Gato Fedorento, que tão bem ironiza o estado de sitio vivenciado no ideário do funcionalismo público nacional “Papel?! Qual papel? - O papel. - Mas qual papel!

Recentemente, foi noticiado nos órgãos de comunicação concelhios a visita do Srº Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, num périplo pela nossa autarquia, destinado a assistir in loco ao avançar do processo de Modernização Administrativa e da Gestão Autárquica, em marcha na Câmara Municipal de Águeda.
Modernizar, desburocratizar, informatizar são palavras de ordem.

Objectivo: banir o papel do maior número de procedimentos camarários.
A redução efectiva do papel gasto na autarquia deve ser uma meta, numa atitude de racionalização e controlo de custos que todos apreciamos. Todovia, a ausência de determinado tipo de papel poderá ser dramática, sobretudo em horas de aperto. Vale os espírito altruista de quem dele precisou e o velho ditado “Homem prevenido vale por dois”. Afinal há papel e papel!

As Novas tecnologias são realmente indicadoras do nível de exigência de uma população, bem como catalisadoras das sinergias dos mais jovens, podendo, realmente, apontar novos caminhos de gestão, mais eficazes e motivadores para todos. Prova deste facto é a acção comemorativa do Dia Mundial da Juventude, que pretende estabelecer uma tertúlia cibernética entre algumas associações de âmbito jovem do Concelho, tendo como mote para “conversa” online as seguintes perguntas: Quem sou eu? Quem és tu? Quem é ele? Que fazemos? Que devíamos fazer? Que expectativas? Que políticas para a Juventude? Que Futuro? Porque executar implica um plano, um pensamento e um conhecer das realidades que nos rodeiam.

Quase dois anos volvidos desde o início de actividade deste executivo camarário, é preocupante andarmos hoje, ainda, à descoberta da nossa essência!
Seremos, nós, um grande ponto de interrogação?

Vamos “teclando, a ver se a gente se entende”.


Marco Abrantes

terça-feira, maio 01, 2007

Par de cavalos do rio para limpar os jacintos


É recorrente na comunicação social local o tema mais querido da nossa autarquia, a pateira. Limpezas sete dias por semana, hora e quantidade de (água, caniço e jacintos retirados,) fluviários, canais até à Barra, baptismo da ceifeira, enfim, um actualizado e repetido manancial de informação.

A utilização sucessiva desta temática, com poucos acrescentos, pode ser avaliada na actualidade através de uma estratégia denominada de Marketing Viral, que é definida por uma vasta panóplia de técnicas de comunicação, utilizadas com base no crescimento de redes sociais definidas, conduzindo a que repetidamente a matéria ou conceitos em causa não sejam esquecidas e sobretudo permaneçam vincadas na mente dos receptores.

Conscenciosa a postura da nossa autarquia nas matérias relativas ao ambiente e em especial à pateira, após a afirmação do nosso edil: “… Se Lisboa tem um oceanário, Águeda vai ter um fluviário”.- in Jornal de Notícias, de 29 de Janeiro. Entendo por oportuno dar o mote nesta cruzada de arrojo e determinação em prol da lagoa. Assim, conjuntamente com o fluviário, e em harmonia perfeita, com a navegação da ceifeira seria interessante a Câmara Municipal ponderar a aquisição de um casal de cavalos do rio, vulgo hipopótamos.

A sugestão de tão agradavéis animais será, efectivamente, uma mais-valia na atracção turística à maior lagoa natural da Península Ibérica. Sendo animais de grande porte, pesando até cerca de quatro toneladas na vida adulta e herbívoros, poderão, em articulação com a ceifeira, cobrir uma maior área de limpeza, com a certeza de que retirarão apenas os jacintos da pateira. Animais com preferência nocturna, assegurarão 24 horas de trabalho, acrescendo ainda o facto de, sendo um casal, se apoiarem e motivarem mutuamente, nunca esmorecendo.

Todos os esforços relativos à preservação do equilíbrio ambiental são de enaltecer É uma matéria séria não compaginável com o uso abusivo de sound-bytes, que não passam de formas de perdurar imagens e nem sempre realidades. A estratégia é conhecida no país… e sobretudo em Águeda.

Mais que estratégias de propaganda, interessa, sim, uma pateira para todos.

Marco Abrantes