segunda-feira, janeiro 08, 2007

Referendo ao Aborto. De que é que estamos a falar?


Numa matéria que nos parece séria demais para que toda a expressão aconteça de ânimo leve, importa-nos a nós, proporcionar um momento o mais diverso e completo no debate que se avizinha até à data do referendo de 11 de Fevereiro, onde o que será essencialmente proposto aos portugueses é a despenalização da IVG até às 10 semanas.

Assim, promovido pelo Ideias Políticas, forum de reflexão, entendemos proporcionar uma tertúlia que se vai realizar no próximo dia 12 de Janeiro pelas 21:30h na Galeria de Sta. Rita em Águeda fundeada em 4 pilares que nos parecem oportunos para o inicio de uma noite aberta e plural nas suas reflexões, sendo estes a vertente Psicológica, a dimensão Humana, a dimensão Jurídica e a componente Médico/Ética.

Pretendemos com esta conversa alargar o nosso espectro de conhecimento, sempre com o intuito de poder exercer a escolha do dia 11 de Fevereiro, mais informados, mais atentos e sobretudo em consciência com a individualidade que caracteriza cada um de nós.

Como tal convidamos todos a estarem presentes promovendo o que de mais rico qualquer sociedade pode usufruir, a evolução por meio do debate cívico.

Ana Carlos
Coordenadora Ideias Políticas

GALERIA DE ST.A RITA 12 JANEIRO 21:30 H

segunda-feira, janeiro 01, 2007

SER E PENSAR GOVERNO


Segundo o Engº Luís Mira Amaral a macroeconomia portuguesa teve uma ‘performance notável’ após a adesão à UEM.

Não posso estar mais de acordo.

Foi, sem dúvida alguma ( mesmo para aqueles que não admitem, não sabemos porque...) uma época de ouro para Portugal em termos de oportunidades de desenvolvimento. Todavia, o consumo português foi superior à sua produção, o crescimento dos salários mais elevado que o aumento da produtividade e o nível de vida suportado pelo endividamento externo.

Numa palavra, Portugal não soube aproveitar e mergulhou profundamente no aumento da despesa pública.

Actualmente parece que todo o combate desesperado deste País à beira mar plantado prende-se com o ‘como parar a despesa pública, sem deixar de ter investimento público’. Afinal, apesar de adepta da economia liberal, não pode o País ser completamente entregue à iniciativa privada, descurando a sua própria iniciativa.

Competitividade, produtividade, inovação e aumento de investigação nas empresas são conceitos que têm de interagir com a economia nacional. E também no sector público.

Pois bem, falar de competitividade no sector privado é algo previsível e consequente da natureza do sector.

Todavia, para que Portugal possa alinhar com a Europa desenvolvida, o Governo tem de atender também, nos seus serviços, a alguns aspectos: competitividade, produtividade, rigor e exigência na educação, tecnologia, conhecimento e a introdução de uma cultura de eficiência.

Todos estes aspectos são peças vitais na máquina de serviço público. Sob pena de o fosso ‘nós e os europeus’ criar um abismo intrasponível.

Assim, Portugal sempre terá de trilhar caminho para o desenvolvimento privado mas também no sector público. E o Governo deve saber equilibrar as suas preocupações nos dois domínios.

Vende-se património, atribui-se serviços do Estado à iniciativa privada, reforma-se a Administração Pública. Devíamos considerar que o Governo estaria no bom caminho.

Todavia, o Governo limita-se a transferir serviços, sem prévia e fundada análise do carácter vital do serviço em causa; limita-se a refazer, no papel, orientação para a função pública querendo reformulá-la a todo o custo, sem ter em conta o intuito da Administração Pública.

Impõe-se uma adequação de ideias e vontades aos objectivos pretendidos.

Impõe-se uma política de base construtiva que procure, acima de ideais económico-políticos, projectar Portugal na vanguarda.

Precisamos de um Primeiro-Ministro presente, que não oscile entre dar regalias e subtrair direitos, liberdades e garantias. Que sistematicamente não ataque uma certa e determinada classe de portugueses pois a outra não consegue afrontar.

Urge um novo modo de ser e pensar Governo.

Uma política equilibrante das forças sociais e económicas, sem idealismos demagógicos ou diálogos desgastados por uma ‘low performance’ de verdadeiro sentido de Estado e seu significado.

Paula Vaz Franco

Membro Assembleia Municipal Águeda

Grupo Municipal do Partido Social Democrata Águeda

terça-feira, dezembro 26, 2006

Acreditar


Há muitos, muitos anos, havia um homem, pai de três raparigas, atormentado com o facto de não poder casar as filhas, por não ter dinheiro para lhes dar um dote.

Um dia, S. Nicolau de Myra, ouviu a historia do triste destino das raparigas. Decidido a ajudar, mas estando certo que o pai das mesmas jamais aceitaria, S. Nicolau, nessa noite, entrou pela chaminé e deixou três sacos de moedas de ouro. Saquinhos esses, que cairam nas meias que as raparigas haviam estado a lavar e deixado a secar penduradas na chaminé. Na manhã seguinte, ao acordarem, constataram que já tinham dote e podiam casar.

Hoje, S. Nicolau, conhecido como Pai Natal, é associado à ideia de um homem velhinho, gorducho, de faces rosadas, com uma enorme barba branca, que veste um fato vermelho, conduz um trenó puxado por oito renas que conseguem voar mesmo não tendo asas, visita todas as casas, desce pela chaminé e deixa presentes .

Deste modo, a fama da generosidade, da solidariedade, da partilha incondicional, do Pai Natal, que vive na Finlândia, mais precisamente na Lapónia, num lugar chamado Korvanturi, uma montanha em forma de orelha, que lhe permite ouvir os desejos das crianças, espalhou-se por todo Mundo.

Por isso, há que pessoas que acreditam nos Astros. Há quem acredite em Deus. Há aqueles que acreditam no seu clube de futebol. Há ainda os que vivem com a convicção que, se numa 6 feira dessas, lhes saisse o Euromilhões não precisam de acreditar em nada disto.

Eu acredito no Pai Natal. E vocês?

Desejos de um Feliz Natal!!

Ana Carlos

21 de Dezembro de 2006