“Eu Tenho um Sonho...”
Martin Luther King nascido em Atlanta (a porta de entrada do Sul) no seio de uma família religiosa (o seu pai era pregador assim como o seu avô e bisavô), cedo despontou para as causas sociais, e nomeadamente para a luta contra a discriminação racial a que a comunidade negra era votada.
Este facto despoletaria um conjunto reacções não violentas por parte da comunidade negra, que com um punhado de soluções engenhosas (recurso a um bem planeado sistema de transportes, primeiro com o recurso a táxis, depois com o uso de veículos particulares) conseguiu levar por diante o protesto, com o Supremo Tribunal dos Estados Unidos a decretar inconstitucionais as leis de segregação nos autocarros.
Apesar das pressões e intimidações sofridas por Luther King e seus pares (com passagens por diversas prisões e atentados contra as suas vidas e as dos seus familiares), foi usada pela primeira vez em território americano a arma da revolta/resistência não violenta, anteriormente ensaiada por Mahatma Gandhi na Índia – “Gandhi era a luz que nos guiava no nosso propósito de transformação social pela via da não violência”.
A atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1964 constituiu o reconhecimento internacional do papel de um homem e da sua luta pelos direitos cívicos, dando visibilidade a um movimento que extravasara já para outras partes do globo (Gana, África do Sul, entre outros).
Antes do seu desaparecimento, vítima de assassinato em 4 de Abril de 1968, quando participava numa greve em Memphis, assistiu ainda à aprovação do - Voting Rigths Act - que concedeu direitos políticos aos negros do Sul.
Apesar da sua perda, o seu legado permanece vivo entre nós, e neste mundo conturbado em que vivemos e em que nos sentimos muitas vezes perdidos, também nós tenhamos a coragem de dizer – “Eu tenho um Sonho…….“.
Economista
