quarta-feira, janeiro 18, 2006

Porquê Cavaco?



Porquê Cavaco?

Cavaco Silva esperou serenamente por este dia, não outro qualquer. Em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, acompanhado pela companheira de sempre, Maria, quebrou mais um tabu, anunciou a sua candidatura a Belém, e foi jantar.

Cavaco é isto. Simplicidade e uma inteligência política que tentará eternamente disfarçar.

Observei tudo isto pelo televisor, sentindo a perda de não estar presente numa noite em que se fez história a cada instante.

Mas estive no Porto. O Professor apresentou o seu Programa na Alfândega do Porto numa noite chuvosa.

Estava a olhar para o Professor Cavaco Silva e ouvia alguém junto de mim a dizer que se emocionava a ouvi-lo, a vê-lo, a sentir o efeito da sua presença.

Essa pessoa é especial para mim. E devemos escutar sempre o que as pessoas especiais nos dizem. E Cavaco Silva é também uma pessoa especial, que tem esta característica invulgar de não nos deixar indiferentes.

Mas mais do que apoiar um candidato, apoio o que o ele representa.

E Cavaco representa uma era de desenvolvimento para Portugal, de vencer a dificuldade, de lutar pela modernidade. Apoio - o quanto mais não seja pela esperança que tempos como aqueles voltem.

E não sou daqueles que acredita em esperanças pequenas. Portugal precisa desta grande esperança. Não é nenhum mágico nem tem poderes particularmente especiais, mas a dada altura da nossa história fez magia. A magia de fazer os Portugueses acreditarem em si próprios. Acredito que vamos conseguir restabelecer a confiança, aumentar o crescimento, combater o desemprego.

No passado demorei algum tempo a aceitar as atitudes tomadas por ele, mas compreendo-as agora por Portugal. Não estávamos bem. Não havia que esconder. Digo agora o que disse nesses tempos conturbados, que estóicos que fomos, nós, social – democratas.

Nestas eleições, como na vida, podemos não saber bem o que queremos, mas temos de ter a certeza do que não queremos.

E não quero Soares, nem Alegre, Louça ou Garcia, muito menos Jerónimo...pois anunciou a sua desistência no dia em que começou.

Quero um Presidente da República que não desista, que dê uma nova dimensão a Portugal, um contributo marcante para o desenvolvimento. Na vida temos de acreditar.

E porquê então Cavaco? Porque acredito nele.

Carlos Franco

Foto: Jantar Comicio|Parque de Exposições de Aveiro|17.01.06


segunda-feira, dezembro 19, 2005

O Ideias Políticas voltou.

Depois de um interregno de alguns meses, chegou novamente o tempo de retomar aquele que foi um dos veículos de afirmação dos jovens social-democratas e não só.
Sinónimos de juventude são certamente o sentido crítico, o inconformismo, a vontade de ousar, o pensar os problemas de forma diferente, o indignar... e todos os outros que de alguma forma transmitem a verdadeira e central questão... a autenticidade e entrega às causas.
Pois por esta autenticidade e vontade de se fazer ouvir a Jsd de Águeda criou esta newsletter onde pretende dar a conhecer as suas acções, mas onde também tem um espaço de debate marcado pela juventude contando também com a colaboração de jovens partidariamente independentes.

Oiçam-nos, leiam-nos, entendam-nos...
É o desafio que vos fazemos!!!

Gabinete de Estudos

O Natal e o seu efeito renovador

É chegado o mês do Natal, e com ele nova atmosfera de esperança se instala. Os sonhos adormecidos adquirem o seu espaço nas possibilidades de realização que esta época traz.
As dificuldades vividas durante o ano, inquietam-se neste período, proporcionando um momento especial de renovação.Embora muitos dos problemas em todo o planeta permaneçam sem solução, o ser humano é capaz de se reorganizar internamente e ceder espaço para a celebração da harmonia, liberdade, sacrifício, confraternização, e outros temas fundamentais e pertinentes à evolução humana.O simbolismo que premeia esta ocasião mágica é capaz de se materializar através de abraços vigorosos e repletos de carinho, do perdão que chega repentinamente e revela a nobreza da humildade e da reconciliação, da silenciosa e particular auto avaliação e o julgamento que suscitam o desejo de se aperfeiçoar e crescer.
Ainda que o Natal seja uma comemoração cristã, a sua dimensão é conhecida e respeitada. Ele simplesmente se faz presente repetidamente, ano após ano, fazendo-nos lembrar sempre da sua origem, ou seja, os verdadeiros motivos pelo qual surgiu: renovação e esperança.A maneira mais singela e propícia para exaltar a magnitude do evento natalício é a aproximação que se forma entre parentes próximos e distantes, amigos recentes e velhos, e até desconhecidos. A predisposição para o comunitário, em detrimento do individual facilita as relações mais desprendidas e menos egoístas. É, sem dúvida, a oportunidade dourada para juntar o que se dissociou e perdeu e ainda, abrir portas de novos horizontes, unir forças e renovar.A redescoberta do nosso lado interior é um presente incalculável. O quotidiano rouba-nos demasiado tempo, e consequentemente o contacto com as pessoas. Olhar para nós próprios, é o acesso pelo qual nos podemos transportar a uma renovação da vida, mantendo-se firme aos princípios éticos, e encontrar força para transformar pedra em ouro. Verdadeiras revoluções ocorrem de dentro para fora. O primeiro passo pode ser dado nesta oportuna ocasião.O poder de mudança despertado pelo simbolismo do Natal é passageiro, e quem deseja continuar nesta viagem, cujo destino é o enriquecimento humano, deve ter em mãos o bilhete da vontade e atenção redobrada.
Aproveite cada oportunidade desta época e aproxime-se do seu mundo interno.
Aproxime-se das pessoas e desperte nelas também o seu lado renovador.
Faça deste evento o Natal da renovação.

17 de Novembro de 2005
Joana Vela